Archive for June, 2010

Fotos do lançamento da EntreQuadros em Brasília

Monday, June 28th, 2010

Muito obrigado a todos que compareceram e prestigiaram aos lançamentos da EntreQuadros - A Walk on the Wild Side em Brasília, obrigado também ao Restaurante Carpe Diem e à Kingdom Comics pelo apoio. Foi ótimo aproveitar um tempo com família e rever amigos de minha cidade natal.

Hoje foi confirmada a data do 22º Troféu HQ Mix para o qual a EntreQuadros foi indicada a Melhor publicação independente de autor.  A premiação será no dia 2 de setembro de 2010 às 20h00, uma quinta-feira, no Teatro do Sesc Pompéia. Anotem em suas agendas e não deixem de prestigiar. O evento é aberto ao público.

Seguem abaixo algumas fotos:


Autografando, autografando…


Ao lado da talentosa cantora Renata Jambeiro

Cadê a pizza?

Monday, June 28th, 2010

Charge para o Jornalistas & Cia

No início dos anos 1990, época do boom do já hoje quase aposentado fax, a Agência Estado criou uma linha de produtos corporativos. Um deles era o NewsPaper, uma espécie de “edição da edição” dos jornais do dia e que existe até hoje. Para os clientes receberem a sinopse até às 8h da manhã, a equipe sempre trabalhou durante a madrugada. Exatamente em 1992, em uma noite fria como estas que têm feito, o time foi tomado por uma fome daquelas.

Naquele tempo, o prédio do Estadão era quase uma “ilha” no bairro do Limão, porque não existia comércio 24 horas no entorno. O jeito foi ligar para uma pizzaria que ficava na av. General Olímpio da Silveira, bem debaixo do Minhocão, do outro lado do rio Tietê, um dos poucos estabelecimentos abertos às 2h da manhã.

Feito o pedido e fornecido o endereço, foi enfatizado que o destino era o prédio do jornal O Estado de S.Paulo. Meia hora, 40 minutos e nada da pizza. Ligamos e o atendente informou que o pedido já estava a caminho. Mais uns 20 minutos e com todo mundo já ameaçando comer lauda, parede, porta e o que mais estivesse na frente, novo telefonema com um apelo desesperado: “Moço, pelo amor de Deus, cadê a pizza???”. Do outro lado, a resposta, enfática: “Já foi entregue !”. “Nós não recebemos. Onde o motoqueiro foi?”. “Na rua Barão de Limeira!”. “Nããããooo!! A pizza foi parar na Folha!!!”.

Resultado: naquela noite, todo mundo ficou com estômago “grudado nas costas”. E ninguém sabe, até hoje, quem comeu a redonda de marguerita e calabreza durante o trabalho noturno no jornal da família Frias.

Angústia

Monday, June 28th, 2010

Charge para o Jornalistas & Cia

Era uma 6ª.feira, 1º de fevereiro de 1974, 9h da manhã, 36 anos atrás. A primeira notícia chegou à redação do Estadão, então no prédio da rua Major Quedinho, no centro de São Paulo, hoje ocupado pelo Hotel Jaraguá: havia um princípio de incêndio no Edifício Joelma. Ali perto, na Praça da Bandeira, início da avenida 9 de Julho. Sílvio Sanvito é quem abria a reportagem local, a partir da contrapauta deixada na noite anterior pelo editor Clóvis Rossi. Ricardo Kotscho, o chefe de Reportagem, finalizava a pauta para um grupo de menos de 20 repórteres.

O primeiro repórter foi a pé – era só atravessar o viaduto Jacareí para chegar ao local. Chegou e avisou que a coisa era séria, muito séria. Em pouco tempo, aos repórteres de Cidades uniram-se outros, das editorias de Esportes, Economia, Política. Uma força-tarefa que reuniu toda a Redação para cobrir a maior tragédia vivida por São Paulo: no final do dia – e do incêndio – haviam morrido 188 das cerca de 750 pessoas que estavam no prédio, 300 ficaram feridas.

Quando a edição começava a ser finalizada, já início da noite, alguém deu pela falta de um repórter. Ele não voltara e não se comunicara. Contatado, o Corpo de Bombeiros não tinha notícia. Ninguém sabia do repórter sumido.

A aflição durou quase uma hora, até que um chamuscado Sérgio Mota Mello (então iniciante repórter de Cidades, que depois seria correspondente da Rede Globo em Nova York, enviado especial a vários conflitos e hoje diretor da TV1) entrasse na Redação do Estadão trazendo um belíssimo texto de quem viu o incêndio por dentro.

Lançamento em Brasília da EntreQuadros - A Walk on the Wild Side

Monday, June 21st, 2010

É com imenso prazer que lhes convido para os lançamentos no Restaurante Carpe Diem do Pier 21 e na Kingdom Comics da nova EntreQuadros, recentemente indicada ao Troféu HQ Mix de Melhor Publicação Independente de Autor.

 

Dia 24 de Junho
Restaurante Carpe Diem do Pier 21
Pier 21 - Brasília - DF
A Partir das 19h
 
Dia 26 de Junho
Kingdom Comics
SDS 24 - Brasília - DF
Das 16h às 18h

A edição tem duas HQs: Wake Up, adaptação de um texto de Nick Farewell, autor do romance GO, e A Walk on the Wild Side, que dá nome ao livro e é inspirada em um conto de Pedro Cirne, jornalista da Folha de S. Paulo e do UOL.
 
Wake Up já chegou a ser publicada (em inglês) no site da editora norte-americana TopShelf, a mesma de excelentes autores como Alan Moore (Watchmen, Lost Girls), Alex Robinson (Fracasso de público), Eddie Campbell (Do inferno), Craig Thompson (Retalhos), Rich Koslowski (Três dedos) entre tantos outros. Já A Walk on The Wild Side estreia aqui, em grande estilo.
 
EntreQuadros – A Walk on the Wild Side tem 36 páginas coloridas no formato 14×21cm. A Balão Editorial estreou recentemente com o livro Hector & Afonso – Os Passarinhos, de Estevão Ribeiro, parceiro de longa data, idealizador e roteirista do projeto Pequenos Heróis o qual, além de ilustrar uma das HQs, estou co-editando. EntreQuadros – A Walk on the Wild Side é o segundo título da editora.

EntreQuadros indicada ao Troféu HQ Mix

Tuesday, June 8th, 2010

O dia começou hoje com uma ótima notícia: a EntreQuadros foi indicada ao Troféu HQMix de publicação independente de autor!


Ilustração de Gabriel Machado

Estou concorrendo com meu xará Mario Cau e sua Pieces, com o Daniel Esteves e sua Nanquim Descartável a qual tive a honra de desenhar um dos capítulos, o Leandro Robles e seu divertido Macaco Albino, além da Duo do Pablo Casado e Felipe Cunha, Patre Primordium da Ana Recalde e Fred Hildebrand e o Solar do Wellington Srbek. Parabéns a todos, pessoal!

O Troféu HQ Mix é o principal prêmio de quadrinhos no Brasil. Para conferir os indicados às outras categorias acesse o blog da premiação: http://trofeu-hqmix.blogspot.com/

A Virgem Oferecida

Wednesday, June 2nd, 2010

Charge para o Jornalistas & Cia

No início dos anos 1970 Bebeto de Souza Queiroz chefiava o Departamento de Jornalismo da Faap, um grupo de feras, Rodolfo Konder e Duque Estrada, entre elas, enquanto o Centro Acadëmico era dirigido por Hamilton Octavio de Souza, o HOS.

Um dia, Hamilton precisou discutir uns assuntos e procurou Queiroz na redação do Estadão e marcaram um fondue na casa de Queiroz. Augusto Nunes ouviu a combinação e, brincando, disse que caipira de Taquaritinga, como ele, não conhecia “esse tal de fondue” e acabou convidado também.

Eis que então uma também aluna da Faap se autoconvidou e apareceu por lá em. Desinibida, afirmou que era uma das poucas virgens da classe, já era tempo de iniciar a vida sexual e estava indecisa se o “premiado” seria Hamilton ou Augusto, por isso fora ao jantar.

A menina era linda, mas apenas isso, e, como dizia Vinicius, “uma mulher não pode ser só linda, e daí? Tem que ter alguma coisa além da beleza…” – e ela não tinha, nem tinha também “semancol”.

Sem rodeios, explicou diante das filhas pequenas de Queiroz, de olhos arregalados, por que queria ser deflorada, estragou o jantar falando apenas naquilo e, na sobremesa, revelou que a escolha estava feita. O felizardo seria o Augusto Nunes que, a bem da verdade, não estava interessado, como não estava também o Hamilton.

A noite se prolongou, Hamilton foi embora, a conversa murchou e às duas da matina Augusto, bem sem jeito, disse que ia embora, e saiu desenxabido com o “prêmio” pelo braço, dizendo que ia pegar um táxi (ele tinha um “carro comunitário” comprado com quatro colegas, mas aquele não era o dia de ficar com a máquina, estava a pé).

O resultado é que na madrugada invernosa de Pinheiros, quase ao lado do rio, onde Queiroz morava, havia uma neblina de cortar com faca, nenhum táxi e, com pena, pegou seu carro e foi resgatar o casal improvisado, ainda a pé, longe. Deixou primeiro a menina na casa dos pais, no Pacaembu, para alívio do Augusto, que levou depois ao apartamento dele.

Foi há 40 anos o fondue e, num acordo tácito, nunca mais ninguém tocou no constrangedor assunto. Não se sabe quem “fez as honras” da menina que, a bem da verdade, apesar de linda, seguramente não teve muitos pretendentes.